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Crônicas da Gordura Flutuante: Capítulo do Macaco (XI)

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Crônicas da Gordura Flutuante: Capítulo do Macaco (XI)

Desde sabe-se lá quantos anos atrás, os macacos não tinham mais um Rei Macaco. Eles aprenderam a ler a sabedoria da lua, E a ferver asfalto até virar xarope. O asfalto é a sombra da escuridão absoluta, Tanto uma maldição quanto um prodígio das finanças. Um macaco rindo até as lágrimas caírem, Aprendeu o truque de tirar algo do nada. Eu te concedo um minuto como um deus, Enquanto a sombra e a lua sussurram em uníssono. Os animais se alegram com euforia, Mas ninguém espera que o fim se aproxima. Ah, não, Um velho macaco para no caminho, gritando alarmado. Na lua surgiu uma rachadura, Que condiz com a antiga profecia. O fim se aproxima, E a lua se estilhaça. As árvores permanecem em silêncio, Mas os macacos não conseguem mais escalar.

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