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Petição Conjunta Sobre a Restauração do Estado Pintado da Cidade de Felipe de Noronha

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Petição Conjunta Sobre a Restauração do Estado Pintado da Cidade de Felipe de Noronha

À Honorável CEO: Nós, descendentes dos habitantes originários de Benzaitengoku, comparecemos hoje diante de você como suplicantes pela sobrevivência de nossa civilização. Sob o peso de grilhões forjados pelos créditos, apresentamos esta petição. Para a CPI, talvez não passemos de "ativos ineficientes" inscritos em um livro-razão. Ainda assim, rogamos que reste uma fresta de esperança no muro da Preservação, para que nossas vozes possam ser ouvidas. Por Que Estamos Aqui? — A Verdade "Resgatada" Quando a CPI resgatou o nosso mundo para fora da tela, o Departamento de Desenvolvimento de Marketing declarou que nos havia sido concedido "o honroso status de cidadãos do cosmos" e "oportunidades ilimitadas de crescimento". Compreendíamos as intenções originais da CPI e, outrora, maravilhamo-nos diante da majestade das naves estelares e da vastidão do cosmos. No entanto, a CPI falhou em compreender a verdadeira natureza do Mundo de Telas: o lugar onde nossos ancestrais habitavam não era um canto decadente, mas um reino eterno, belo e plenamente realizado. Ainda que o cosmos fosse engolido pelas chamas e as estrelas devastadas por calamidades, nem o menor rastro disso alcançaria o interior da tela. O ato de "resgate", embora denominado "Preservação", na verdade expôs mais uma vez Planarcadia à ameaça da "Destruição", empurrando assim o mundo inteiro ainda mais para dentro do controle da CPI. O que buscamos? — Os motivos para retornar à tela Nós estamos bem cientes de que, aos olhos da CPI, tudo pode ser negociado. Portanto, vamos tentar defender nosso caso em uma lógica que vocês possam entender: Avaliação de Custo-Benefício a Longo Prazo: de acordo com nossas estatísticas, os custos de manter a existência física da Cidade de Felipe de Noronha, incluindo a manutenção da infraestrutura, a gestão de segurança e a alta frequência de intervenções psicológicas exigidas pela incompatibilidade cultural, já superaram os benefícios econômicos gerados por nossas operações. Não há necessidade de a CPI continuar operando os ativos físicos de Planarcadia. Risco à Reputação da Marca: manter um grupo de residentes de baixa produtividade que continuamente apresenta "apelos não econômicos" não se alinha aos valores da "Paz Interastral". Permitir que retornemos à tela, por outro lado, poderia ser enquadrado como um modelo de "respeito ao direito de autodeterminação de uma civilização", constituindo um valioso estudo de caso para a imagem de marca da CPI. Espírito de Contrato: te lembramos respeitosamente que, de acordo com o "Memorando de Compreensão de Aceitação das Civilizações" emitido pela "Divisão de Projetos Tradicionais" da CPI, a assimilação forçada já pode configurar violação das disposições pertinentes. Caso esta questão venha a ser publicamente questionada pela Guilda de Intelectuais, o dano ao "Departamento de Investimento Estratégico" da CPI superará em muito o custo de uma retirada estratégica conduzida com dignidade. Mas em nossos corações, há apenas uma razão verdadeira: nossas almas são tecidas de tinta e imagem, e não conseguem respirar por muito tempo em um mundo governado por aço e crédito. Nossa Proposta Solicitamos respeitosamente que o "Departamento de Tecnologia" da CPI nos ajude a reencapsular a Cidade de Felipe de Noronha na tela. Abraçamos de bom grado uma forma finita de existência, imperturbada pelo mundo exterior. Convidamos a diretora Topaz como testemunha. Relembramos a compaixão que ela demonstrou a Jarilo-VI. Vamos partir com dignidade, não sendo descartados como dívidas incobráveis. O universo é vasto o suficiente para conter a quietude silenciosa de uma única pintura. Enviado pelo Coletivo de Re-Entelamento de Felipe de Noronha Resposta de Mia, Diretora do Escritório da CEO Não foram encontrados registros de inscrição para o "Coletivo de Re-Entelamento de Felipe de Noronha" no Conselho de Planarcadia. Os conceitos apresentados na petição são bastante vanguardistas e, no momento, carecem das condições práticas necessárias para sua implementação. Ainda assim, a madame Pearl elogia o entusiasmo demonstrado por seus autores. Conclusão: é imperativo monitorar as atuais condições de vida dos peticionários, encaminhá-los a oportunidades de emprego adequadas e fornecer a assistência social necessária.